Lição 4 - A Paternidade Divina | Dinâmicas, Slides e Subsídios para EBD
- Ev. Alan Lima
- há 4 dias
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O conteúdo desta página é baseado na Revista Lições Bíblicas (Publicação Trimestral da CPAD – Casa Publicadora das Assembleias de Deus) – 1º Trimestre de 2026 – Adultos – A Santíssima Trindade: O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas - Comentarista Pr. Douglas Baptista. Este material contém trechos principais extraídos da Revista da CPAD (texto em letras maiores e cor preta), além de citações de diversos outros autores devidamente citados. Todas as citações são acompanhadas dos nomes dos seus autores. Ao final deste página contém uma lista de referências bibliográficas utilizada para a composição deste, onde constam os títulos dos livros, publicações e demais obras literárias.
Texto Áureo
“E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.” (1 Jo 4.14)
Verdade Prática
A paternidade de Deus é revelada no envio do Filho e na concessão do Espírito, confirmando nossa filiação e aperfeiçoando-nos no amor.
Leitura Bíblica em Classe
1 João 4.13-16
1 João 4
13 - Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu Espírito,
14 - e vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.
15 - Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele e ele em Deus.
16 - E nós conhecemos e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor e quem está em amor está em Deus, e Deus, nele.
Aula Completa com Dinâmicas e Slides
Objetivos
I) Compreender que a paternidade de Deus é eterna e inseparável de sua natureza;
II) Reconhecer que confessar a Cristo como Filho é evidência de filiação divina;
III) Aplicar os princípios do amor do Pai como base para a vida cristã.
Introdução
Estudaremos como o Pai revela sua paternidade por meio da Trindade.
Esta paternidade:
é reconhecida na confissão de Cristo;
[garante] nossa comunhão com Ele;
capacitando-nos a viver com confiança [e] fidelidade.
“Na presente lição, veremos com maiores detalhes a paternidade divina, bem como o amor divino que nos capacita a viver a nossa filiação com Deus diante do mundo.” Revista Ensinador Cristão
“A doutrina da paternidade de Deus revela que Ele é a fonte eterna de toda vida. Deus não é apenas um Ser transcendente e soberano; Ele também é Pai em sua essência. Essa paternidade é revelada plenamente na história da salvação, manifestada no envio do Filho e na concessão do Espírito Santo, formando conosco uma relação íntima e transformadora.” Douglas Baptista
I – A REVELAÇÃO DA PATERNIDADE DO PAI
1. Definição da paternidade do Pai.
A Paternidade é atributo da Primeira Pessoa da Trindade.
O Pai é a fonte de tudo, Ele é soberano.
'[...] para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele.' 1Co 8:6
É o princípio sem princípio, Ele não é gerado.
'Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer. ' João 1:18
É Aquele que gera o Filho.
'Recitarei o decreto: O Senhor me disse: Tu és meu Filho; eu hoje te gerei.' Sl 2:7
De quem, junto com o Filho, procede o Espírito Santo.
'[...] o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.' Jo 14:26
Podemos confiar no cuidado do Pai, pois Ele é o originador de toda boa dádiva.
'Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação. ' Tiago 1:17
“A paternidade é o papel da primeira pessoa da Trindade que opera por meio do Filho e por meio do Espírito Santo. O Pai proclamou as palavras criadoras, e o Filho executou-as. O Pai planejou a redenção,16 e o Filho, ao ser enviado ao mundo, realizou-a. Quando o Filho retornou ao céu, o Espírito Santo foi enviado pelo Pai e pelo Filho para ser o Consolador e Ensinador. A subordinação do Filho não compromete a sua deidade absoluta e, da mesma forma, a subordinação do Espírito Santo ao ministério do Filho e ao Pai não é sinônimo de inferioridade.” Declaração de Fé das Assembleias de Deus
2. A paternidade eterna do Pai.
A Paternidade de Deus não tem início no tempo.
Deus é Pai desde toda a eternidade.
'E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse. ' João 17:5
O relacionamento entre o Pai e o Filho é anterior à criação.
Não houve momento em que Deus se tornou Pai.
O Pai sempre foi Pai, o Filho sempre foi Filho e o Espírito sempre foi Espírito.
'Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo, como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, [...]' Efésios 1:3-4
'a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, [...]' Hebreus 1:2-3
'quanto mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, [...]' Hebreus 9:14
“[...] a paternidade de Deus não tem início no tempo. Deus é Pai desde a eternidade. Isso nos remete à compreensão de que as Pessoas do Filho e do Espírito Santo coexistem com o Pai desde a eternidade, tendo em vista que os três compartilham da mesma natureza divina (Jo 10.30).” Revista Ensinador Cristão
“Deus Pai não se tornou Pai em um ponto da história, mas sempre foi Pai.” Douglas Baptista
“Antes que o mundo existisse, já havia uma comunhão gloriosa entre o Pai e o Filho.” Douglas Baptista
3. O Pai gerou o Filho.
A geração do Filho não implica criação;
Ele sempre existiu com o Pai, com a mesma essência:
'Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo. ' João 5:26
'Eu e o Pai somos um. ' João 10:30
Deus Pai não recebeu vida de ninguém, Ele é autoexistente.
O Filho gerado pelo Pai também é autoexistente.
O Filho não foi criado, mas eternamente gerado.
“A expressão “hoje te gerei” não se refere a um tempo cronológico, a um ato temporal ou criacional, mas a uma realidade eterna.” Douglas Baaptista
“A geração eterna é a forma como o Filho se distingue do Pai sem deixar de ser Deus. Trata-se de uma relação ontológica e não implica tempo, origem ou inferioridade Jo 1.1).” Douglas Baptista
4. O Pai nos concede o Espírito.
O Espírito Santo também tem sua origem no Pai, mas de modo distinto.
Ele procede do Pai e é enviado pelo Filho.
'Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito da verdade, que procede do Pai, testificará de mim. ' João 15:26
'[...] se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei.' Jo 16:7
O Espírito Santo é o próprio Deus, enviado para estar conosco para sempre.
'Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade? [...] Não mentiste aos homens, mas a Deus. ' Atos 5:3-4
' E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós. ' João 14:16-17
Ele nos aproxima do Pai.
'porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito.' Ef 2:18
Testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus.
'[...] Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.' Rm 8:16
Guia-nos em toda a verdade.
'Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, [...]' João 16:13
“O Pai nos escolheu, antes que nós o escolhêssemos (Ef 1.4). Jesus Cristo, o Filho, morreu por nós, quando ainda éramos pecadores (Rm 5.6-10). 0 Espírito Santo nos traz os benefícios da salvação e nos separa (nos torna santos, nos santifica) para o serviço a Deus (2Ts 2.13).” Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
“Uma das tarefas do Espírito Santo é criar no filho de Deus a convicção da filiação e de amor filial que o leva a conhecer a Deus como Pai.” Bíblia de Estudo Pentecostal
SINOPSE I
A paternidade de Deus é eterna, revelada no envio do Filho e na concessão do Espírito.
II – RECONHECENDO A PATERNIDADE DO PAI
1. Confessar a Cristo como Filho.
A confissão de que Jesus é o Filho de Deus é um ato central:
'Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele e ele em Deus. ' 1João 4:15
É uma declaração pública de fé e sinaliza que Deus habita no coração do crente.
'a saber: Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.' Rm 10:9-10
Essa capacidade [vem] da ação sobrenatural do Espírito Santo.
'[...] ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema! E ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo. ' 1Coríntios 12:3
É a única forma legítima de acesso ao Pai.
'Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim. ' João 14:6
Negar o Filho é negar o acesso ao Pai.
'Qualquer que nega o Filho também não tem o Pai; e aquele que confessa o Filho tem também o Pai. ' 1João 2:23
Que [possamos] proclamar com ousadia:
'[...] Senhor meu, e Deus meu! ' João 20:28
“[...] a confissão de Cristo como Filho de Deus é condição para a salvação, essencial ao novo nascimento e à reconciliação com o Pai. [...] confessar a Cristo é viver em comunhão com o Pai. A presença de Deus se manifesta continuamente na vida do crente que confessa o Filho, pois “Deus está nele e ele em Deus” (1 Jo 4.15). Essa confissão não se limita à fala, mas é acompanhada de uma vida coerente, marcada por obediência, santidade e amor. O cristão é chamado a testemunhar publicamente sua fé não apenas nos cultos, mas no dia a dia (Mt 10.32). O Espírito lhe foi dado para confessar que Jesus é o Filho de Deus (At 1.8).” Douglas Baptista
2. A perfeição do amor do Pai.
O amor faz parte da natureza do Pai:
'[...] Deus é amor e quem está em amor está em Deus, e Deus, nele. ' 1João 4:16
O amor do Pai é sacrificial, demonstrado ao enviar Seu Filho.
' Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. ' João 3:16
Nos adotou; fomos aceitos por Ele, com todos os direitos de filhos legítimos.
'Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não conhece a ele. ' 1Jo 3:1
Nenhum poder ou circunstância poderá nos separar desse amor.
'Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!' Romanos 8:38-39
Esse amor é pessoal; voltado para cada filho que crê.
'[...] Pai vos ama, visto como vós me amastes e crestes que saí de Deus.' Jo 16:27
Nossa salvação brota da abundância do Seu amor.
'Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), ' Efésios 2:4-5
O amor do Pai nos buscou, nos salvou e nos guarda até o fim.
“fomos predestinados por Deus para adoção de filhos, antes da fundação do mundo; portanto, antes da existência do homem. Isso exclui qualquer mérito humano e somente revela a graça infinita de Deus.” Antônio Gilberto
3. As bênçãos da filiação divina.
O amor de Deus, lança fora todo o temor, especialmente o medo do juízo:
'Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no Dia do Juízo tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos nós também neste mundo. ' 1João 4:17
'No amor, não há temor; antes, o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. ' 1João 4:18
O crente não é mais um escravo ameaçado pelo castigo eterno, mas um filho livre, amado e aceito em Cristo.
'Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. ' Romanos 8:15
Isso não significa que o crente não possa perder a salvação.
'Mas, desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo a iniquidade, e fazendo conforme todas as abominações que faz o ímpio, porventura viverá? De todas as suas justiças que tiver feito não se fará memória; na sua transgressão com que transgrediu, e no seu pecado com que pecou, neles morrerá. ' Ezequiel 18:24
'Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia. ' 1Coríntios 10:12
O Espírito Santo, habitando em nós, testemunha a nossa filiação, extinguindo o medo da condenação.
'[...] e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para louvor da sua glória. ' Efésios 1:13-14
“(1) Como um Pai carinhoso, Ele se importa conosco, nos guia e nos recebe para que possamos ter uma comunhão profunda e aberta com Ele. Através da fé em Cristo, temos acesso ao Pai a qualquer hora para adorá-lo e para expressar as nossas necessidades. (2) Como um Pai, Deus não tolera (ao contrário de alguns pais terrenos) o mal em seus filhos, e não falha quando é necessário discipliná-los corretamente. Fazer qualquer coisa menos que isto não seria bom para nós. Deus se opõe ao pecado e àquilo que o pecado pode fazer contra os seus filhos. (3) Como um Pai celestial, ele pode castigar assim como abençoar, reter assim como dar, agir tanto com justiça como com misericórdia. A maneira como Ele responde aos seus filhos depende da fé deles, e da obediência que demonstram a Ele. No entanto, podemos ter a confiança de que toda a direção e disciplina de Deus são para o nosso bem.” Bíblia de Estudo Pentecostal
“Os filhos adotivos de Deus desfrutam de todos os direitos de um filho natural, incluindo a oportunidade de chamar Deus de ‘Pai’, como Jesus fez (Mt 5.16; Lc 12.32).” Dicionário Bíblico Baker apud Revista Ensinador Cristão
“o Espírito Santo introduz o crente em uma relação de adoção, não de servidão.” Douglas Baptista
“Deus não é egoísta ou avarento, e não temos que implorar nem nos humilharmos, quando apresentarmos nossos pedidos. Ele é um Pai amoroso, que entende, cuida e consola. Se os humanos podem ser bondosos, imagine quão bondoso pode ser Deus, que criou a bondade.” Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
SINOPSE II
Confessar que Jesus é o Filho de Deus é evidência de filiação divina e comunhão com o Pai.
III – A EXPERIÊNCIA DO AMOR DO PAI
1. O amor é aperfeiçoado no crente.
O aperfeiçoamento do amor em nós é obra do Espírito.
Guardar a Palavra é o meio pelo qual o amor divino é amadurecido:
'Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele. ' 1João 2:5
COMPARE: “Mas quem obedece à palavra de Deus mostra que o amor que vem dele está se aperfeiçoando em sua vida. Desse modo, sabemos que estamos nele.” NVT
Essa obediência é evidência de um amor verdadeiro por Deus.
'Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, este é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, [...]' João 14:21
Não há amor a Deus, sem compromisso com a sua vontade.
'Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados. ' 1João 5:3
Devemos viver de maneira que nossa prática aprofunde a realidade do amor em nosso coração.
'E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. ' Tiago 1:22
Refletir Deus no mundo é estar sendo aperfeiçoado no amor.
'E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas. ' Mateus 22:37-40
“Quando Jesus ensinou os discípulos a orar, Ele fez da oração a pedra fundamental do relacionamento deles com Deus Pai. Deus perdoou nossos pecados; e agora nós é que devemos perdoar aqueles que pecaram contra nós.” Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
2. O amor é a marca dos filhos de Deus.
O amor distingue os verdadeiros filhos de Deus.
'Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: qualquer que não pratica a justiça e não ama a seu irmão não é de Deus. ' 1João 3:10
O mundo conhece a Deus por meio da manifestação de amor dos seus filhos:
'Ninguém jamais viu a Deus; se nós amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor. ' 1João 4:12
Deus é invisível, mas seu amor se torna visível à humanidade quando os cristãos vivem em amor mútuo.
'Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros. ' João 13:34-35
Quem ama de fato, revela que conhece a Deus.
O amor torna real a presença de Deus àqueles que ainda não O conhecem.
'Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. ' 1João 4:8
“O amor de Deus é a fonte de todo o amor humano, e se espalha como o fogo. Ao amar os seus filhos, Deus acende uma chama em seus corações. Estes, por sua vez, amam os outros, que são então aquecidos pelo amor de Deus. É fácil dizer que amamos a Deus quando tal amor não nos custa nada mais do que nossa participação semanal nos cultos. Mas o verdadeiro teste do nosso amor a Deus é como tratamos as pessoas que estão à nossa volta — os membros de nossa família e os nossos irmãos em Cristo. Não podemos amar verdadeiramente a Deus enquanto negligenciamos o amor àqueles que foram criados à sua imagem.” Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
3. Fomos amados primeiro.
'Nós o amamos porque ele nos amou primeiro. ' 1João 4:19
A salvação, a fé e a nossa capacidade de amar são respostas à iniciativa incondicional do amor divino.
'Nisto está o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados. ' 1João 4:10
Fomos amados antes de qualquer movimento em direção a Deus.
'Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), ' Efésios 2:4-5
Fomos amados no pior estado possível — em pecado — e recebidos como filhos em Jesus.
'Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. ' Romanos 5:8
'e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, ' Efésios 1:5
Somente pelo Espírito conseguimos amar a Deus, ao próximo.
'E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado. ' Romanos 5:5
Houve uma cruz sangrenta preparada por amor.
'Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.' Jo 15:13
Espera-se que a postura cristã seja uma resposta agradecida.
'Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo, todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.' 2Co 5:14-15
“Deus poderiater nos deixado espiritualmente mortos, em rebelião contra Ele e escravizados por nossos pecados. Mas Ele não nos deixou nessa situação. Ele não nos salvou pelo que viu em nós, mas nos salvou apesar do quem em nós. Além de agradecermos pelo que Ele fez por nós, devemos também mostrar humildade, paciência e tolerância em relação às pessoas que parecem indignas ou não merecedoras do nosso amor e compaixão. Pode ser que estas pessoas sejam espiritualmente grosseiras, rebeldes e até mesmo opostas a Deus. Nós também éramos como estas pessoas; mas Deus nos amou mesmo assim. Não deveriamos agir da mesma forma em relação aos nossos companheiros pecadores?” Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
SINOPSE III
O amor do Pai é aperfeiçoado no crente, lançando fora o temor e moldando nosso caráter
Conclusão
O Pai envia o Filho, concede o Espírito e estabelece conosco uma relação sólida e paterna.
Confessamos a Cristo, amamos porque fomos amados primeiro.
Somos conduzidos pelo Espírito a viver em obediência e comunhão.
Nossa identidade como filhos de Deus [garante-nos] confiança, e [ajuda-nos] a refletir o amor do Pai ao mundo.
“Deus enviou Jesus Cristo, para morrer por nós, não porque fôssemos suficientemente bons, mas porque Ele nos amou. Sempre que você se sentir inseguro a respeito do amor de Deus por você, lembre-se de que Ele amou você antes mesmo que você se convertesse a Ele.” Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
“Se quisermos tornar notória ao mundo a nossa experiência como filhos de Deus, precisamos remover da nossa forma de pensar e agir tudo aquilo que não corresponde à natureza divina. Que a cada ato de renúncia ao pecado e submissão aos mandamentos divinos o amor de Deus possa se aperfeiçoar em nós.” Revista Ensinador Cristão
Revisando o Conteúdo
1. O que significa a expressão “o Pai gerou o Filho”?
Significa que o Filho é eternamente gerado pelo Pai, não criado, possuindo a mesma essência divina.
2. O que significa reconhecer a filiação divina de Cristo?
É reconhecer que Jesus é o Filho de Deus, o único acesso legítimo ao Pai.
3. Qual a relação entre a nossa filiação a Deus e a preservação da salvação?
O amor do Pai assegura nossa filiação e nos livra do medo da condenação, embora devamos permanecer firmes para não perder a salvação
4. Qual é a evidência externa de um amor interno e verdadeiro por Deus?
Guardar a Palavra de Deus.
5. De que forma os cristãos tornam visível à humanidade o amor de Deus?
Vivendo em amor mútuo, tornando visível o caráter de Deus ao mundo.
Referências Bibliográficas
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